quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Brincando de Política

Há dois dias venho buscando algo para compartilhar com você, leitor, mas nenhum pensamento que considerasse relevante surgia em minha cabeça. Até que um simples acontecimento cotidiano causou-me uma epifania. Então, antes de contar-lhes tal súbita compreensão, narrarei o que aconteceu esta manhã.

Aula de artes, todos conversam. Eis que adentra ao recinto a orientadora pedagógica, e esta diz que devemos eleger o representante de turma e seu vice como todos os anos. Tudo começou com uma brincadeira, mas o resultado disso foi o nosso querido Velikeiro Pai tornando-se, até então, candidato ao cargo.

Todos se divertem com a candidatura, afinal, como levar a sério aquilo? Para os poucos que não conhecem a figura, devo dizer que, com certeza, não possui o perfil exigido para o cargo. Sério, não quero desmoralizá-lo em seu próprio blog, estou apenas contando fatos.

Encurtando a história, temos o seguinte: não é que 70% da sala votou no sacana? Pois é, ele é o nosso novo representante. Após isso ainda soube da eleição do querido Marquinhos em outra sala. Pra quem não sabe, Marquinhos é um cara como qualquer outro, exceto que faz todo mundo rir fazendo e falando besteira. Apesar de falar isso, considero o cara muito gente boa.

Mas não vim aqui pra contar do que acontece em minhas manhãs, e sim da tal epifania que tive. Aqui vai.

Os dois atuais representantes foram eleitos com risadas, alegria. Claro, como não achar graça dessas duas figuras representando todo mundo? Mas aí me ocorreu de pensar o que tinha acontecido ali. Algo parecia estranho, resolvi colocar aquilo em um plano bem maior. Pois é... Tiririca taí.

Não, não é exagero. O que aconteceu ali foi exatamente isso, porém claro que em suas devidas proporções. Isso é uma pequena projeção do que realmente acontece em nosso país hoje: uma população que não leva a política a sério, elegendo pessoas sem qualquer preparação para representar a voz de milhões diante das maiores autoridades nacionais.

Aí você diz “Ah, tudo não passou de uma brincadeira.” Sim, meus caros, uma triste brincadeira. Mas pense que essa brincadeira foi um ótimo reflexo do que perdura no país e nas cabeças desse imenso rebanho que aqui vive e exerce sua “democracia”.

Pense nisso.

5 comentários:

  1. O exercício cidadão não está sendo devidamente aplicado, isso é fato. Acredito que o Tiririca foi eleito para desmoralizar, ridicularizar, e entre outros adjetivos do gênero, o que já estava no lixo.
    Como queremos que o país ande se seus representantes são pessoas "estilo" Tiririca?
    É pedir demais...
    Lucas Moura - Quadro negro!

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  2. Não posso discordar, no fim das contas. Infelizmente a "grande piada" que é a politicagem (ou política? corrijam-me) brasileira se extende a toda a população, até mesmo numa sala de aula de segundo ano, como pudemos ver.
    Sobre o meu mandato, apesar da falta de compromisso aparente do público ao me eleger, espero fazer o melhor possível (:

    Obs.: agora só falam mal de mim nesse blog é? A cada post é uma bronca nova...

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  3. tiririca o amigo do povo, pratagy o amigo da galera. por que esse prazer de deixar as coisas sérias serem tomadas por supostas alegrias?o que leva uma pessoa, que sabe dos defeitos do seu candidato, votar neles mesmo assim?( e olha eu vi todas as cabeças votando com determinação). qual caráter psicológico que você, querido autor, acha que leva as pessoas fazerem isso?
    Amigo quase Punk

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  4. Isso não é novo: Quem elegeu Collor se não o povo? Quem elegeu Jader se não o povo? Pelo menos agora a xacota é explícita.

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  5. é só saber analizar a cultura do nosso país, suponho que em um país como os EUA isso não ocorreria. Não estou dizendo que eles são melhores que nós, mas sim que lá as pessoas são mais sérias e centradas, por aqui a maioria das pessoas quer saber de farra e nem liga pro bem estar social.

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