segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Queen "Rock Montreal"

Queen. Quem nunca ouviu falar dessa banda? Ou pelo menos nunca ouviu um de seus hits? Sinceramente, não conheço uma banda que goze de tanta popularidade quanto Queen (inclua Beatles e Rolling Stones no páreo). Também são poucas as bandas que (infelizmente) gozam tanto de preconceito quanto a "Rainha". Talvez sejam justamente os famosíssimos singles que mascarem a banda como "pop". Ok, vamos esclarecer uma coisa: existem outros tipos de pop quanto ao que toca nas rádios. Queen, é o melhor tipo de pop. Pode ouvir sem medo, se você começar a cantarolar o refrão ou bater palma, relaxe. Isso é Queen!
Falar dessa banda britânica é um pecado sem comentar dois dos seus pontos mais altos: os concertos ao vivo e Freddie Mercury. E (Deus salve a rainha) esses dois elementos transam de forma espetacular. Por isso mesmo escolhi como motivo dessa resenha o DVD "Rock Montreal", com uma linda imagem escaneada diretamente do negativo da gravação, ou seja: a qualidade é absurda. Tudo bem que ver os detalhes dos shorts de Freddie não é muito agradável (para o público hétero, claro), mas é rara uma gravação antiga do modo que está apresentada na obra.
O bacana de ver Queen ao vivo é a viagem que o grupo fornece durante o show. O repertório contém os maiores clássicos da banda (antes do sintetizadores entrarem de vez), Brian May desce a porrada com o timbre inconfudível da "Red Special", sua guitarra artesenal. John Deacon como sempre no seu canto cumprindo seu dever (dando umas requebradas de vez em quando) e Roger Taylor mandando muito bem na bateria, mas principalmente nos vocais (I'm in love with my car). Freddie... bem, o que falar desse que é um dos frontmen mais influentes da história da música? Mercury faz de tudo pra tirar a plateia do sério (apesar de nesse caso a galera ser meio tapada): pula, corre, se esperneia, se afrescalha, improvisa, interage com o público e canta, canta muito!
Sobre o setlist, é impecável: Queen oferece de bandeja desde clássicos inconfundíveis como a dobradinha "We Will Rock You" e "We Are the Champions", a belíssima e complexa "Bohemian Rhapsody" (com uma pitada de playback, mas vá lá), o psicodelismo de "Get Down Make Love", rock anos 50 com "Crazy Little Thing Called Love", a linha de baixo marcante de "Another One Bites the Dust" até a linda balada "Love of My Life". Enfim, uma passagem só de ida para a terra onde esses quatro gênios dominam.
Por fim não tenho a dizer exceto que, sim, Queen é recomendadíssimo! Assista e tire suas próprias conclusões dessa que é a banda pop mais rock'n'roll de todos os tempos! God Save the Queen!
Obs.: até um tempinho atrás eu odiava Queen. Poisé, queimei a língua (:

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Viagem fotográfica número um

Mateus

Mateus

Mateus

Mateus

Mateus

Jorge

Jorge

Mateus

Jorge

Mateus

Jorge

Jorge

sábado, 11 de dezembro de 2010

Iron Maiden "The Final Frontier"

Resenhar um álbum de heavy metal, quando não se é adepto do estilo musical me parece uma porta para reclamações aqui no Veliko Valovi. Mesmo assim, vou me arriscar e abordar dessa vez o novíssimo álbum do Iron Maiden, banda que virá tocar em Belém (?!) ano que vem. 
Nunca ouvi muita coisa de heavy metal, quem dirá de Iron Maiden, mas esse trabalho deles me parece bem enérgico. Talvez não tanto como em álbuns clássicos ("Number of the Beast", por exemplo), mas ainda tem aquela certa jovialidade do metal. Acho que essa jovialidade é que atrapalha o álbum: não para aquele ouvinte casual, mas sim para quem quer algo mais maduro. É só comparar as faixas "responsáveis" com as faixas "irresponsáveis": faixas com requintes dignos de rock progressivo e faixas com refrões dramáticos e grudentos. Não quero dizer que o álbum peca em qualidade em algum momento, pelo contrário, o que dá pra perceber é um Iron Maiden descendo a porrada do jeito que eles sabem fazer, com a melhor técnica que eles podem tirar (ou perto disso). O ponto é que, esse álbum meio que se divide em duas vertentes (uma divisão leve e esparsa, diga-se de passagem), o que pode agradar diferentes tipos de ouvintes. Nisso, admito que o Iron soube pontuar bem seu álbum e deixar ele bem tranquilo de ouvir, até mesmo contra o detalhe de as músicas variarem de 4 a 11 minutos.
As letras, como a capa já desponta, falam sobre ficção científica, história e outros assuntos nerds, como é característica da banda há tempos. Melhor do que sexo, drogas e rock'n'roll que o hard rock costuma abordar.
Pra galera que curte algo mais elaborado, destaco a primeira música "Satellite 15... The Final Frontier", que é pesada no ponto. As seguintes, "El Dorado", "Mother of Mercy" e "Coming Home" caem no clichê heavy metal, mas são bem divertidas, assim como "The Alchemist", apesar de eu ter achado essa bem mais legal. "Isle of Avalon" retorna com uma instrumentação intrincada e uma linha de vocal bem épica. "Starblind", "The Talisman" e "The Man Who Would Be King" parecem repetir a mesma fórmula: começa de leve, mete a porrada e o Bruce Dickinson gritando pra valer. A última desse trio, é bem interessante por mudar o ritmo algumas vezes, dando um toque progressivo no metal. Finalmente, temos mais onze minutos de "porrada responsável" com "When the Wild Wind Blows", com uma melodia grudenta, mas que vai te deixar viciado nesse tal de heavy metal.
No fim das contas, "The Final Frontier" é um ótimo álbum, não é nada forçado e o Iron Maiden faz um som digno de sua carreira. Talvez o que esteja um pouco desgastado seja o vocalista, Bruce Dickinson, mas nada que atrapalhe essa banda que é a dama de honra do metal pesado, o rock da geração jovem (hahahaha)! Longa vida ao rock'n'roll de qualidade, e que sirva de exemplo pra essas bandas antigas continuarem fazendo discos de qualidade e essas bandas novas tomem vergonha e façam um trabalho condizente. Viva o rock pesado! Viva ao demônio, nosso pai!

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Prêmios pra galera (e pra nós)

Aí galera, temos prazer em anunciar que recentemente ganhamos em nome do blog "Quadro Negro!" os seguintes prêmios: "Beautiful Blogger" e "Selo de Qualidade". Muito obrigado galera do Quaddro Negro (Natália, Thiago e Lucas)!
Repassamos esses prêmios para o blog "Lasanha com Farinha", do amigo Alexandre Ferreira (irmão do nosso autor Lucas Ferreira). Aí vão os selos:



Valeu galera, muito boa a iniciativa desses selos com objetivo de interação da blogosfera underground de Belém e  Brasil afora.