Não vou tentar explicar como funciona a cultura do brega, até porque eu cresci longe do gênero (apesar de, como todos nós, já ter ouvido bastante por aí). Mas não foi porque fui criado ouvindo outras músicas que eu vou desmoralizar ou desmerecer quem foi criado ouvindo o brega, e gosta tanto de Príncipe Negro quanto eu gosto de Pink Floyd. A diferença entre ambos os artistas é simples: cultural. Para tal cultura, o Super Pop faz todo o sentido, enquanto, veja bem, Pink Floyd nem da minha cultura é, mas eu gosto bastante. Quem é que é mais lógico, o paraense que tem orgulho de ouvir música paraense ou o paraense que ouve rock inglês?
Não estou dizendo que devemos "pagar pau" pra tudo que é nacional ou paraense, mas só estou dizendo que há uma cultura e que existem pessoas cultivando ela, queira você ou não. Brega une as pessoas, brega tem um poder social enorme. A diversão de final de semana de boa parte da população "papaxibé" é ouvir um bom tecnobrega curtindo com a galera. Não interessa se a música é toda feita no computador, ou se as letras são toscas, se tem gente que gosta, então é música. Respeite os outros, largue de ser etnocentrista.
Pô, os Rolling Stones cantam "Start me up, start me up, you make dead man cum", e ainda tem gente que reclama do tecnobrega falar sobre os "Amores que doem, amores que matam". Abram a cabeça, existem milhares, milhões de culturas no mundo e cada uma tem seus adeptos. Qualidade musical existe sim, mas não é isso que define "qual é melhor". A melhor é aquela que você gosta, de qualquer cultura que seja.
Viva o brega







O disco conta com musicas como ‘‘’Let it Bleed’’, "Midnight Rambler", "Monkey Man" e "Gimme Shelter" que são verdadeiros clássicos dos Stones, e consequentemente do rock n roll, e não podem faltar no seu acervo de ‘’Sons Cabeçudos’’. Esse álbum também possui canções menos explosivas mas de muito conteúdo nos arranjos e letras e principalmente de muito feeling por parte de seus compositores a exemplo ’’You Got The Silver’’, ‘’Love In Vain’’.Não podemos esquecer de ‘’Live With Me’’que apresenta Keith Richards no vocal, "You Can't Always Get What You Want" fecha o álbum com maestria por parte da banda.
Vale a pena escutar o ‘’Let it Bleed’’ que é o oitavo disco da banda e é com certeza uma obra de arte, algo paradoxal que reflete e reforça diversas revoluções vividas pelas banda e pelo mundo em uma década mágica e maravilhosa.





