Mostrando postagens com marcador Perfeição. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Perfeição. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Lebre de campo

 Albrecht Dürer (1471 - 1528) é um artista germânico da época do renascimento, que fazia uma boa arte apoiada na ideia de reproduzir a natureza fielmente, como no caso dessa obra chamada "Lebre de Campo", de 1502. Dürer utiliza de seu conhecimento anatômico para criar essa imagem da lebre, beirando a perfeição. Essa vontade de chegar ao perfeito foi muito prezada no renascimento. 
Beijo

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Elliott Smith


Bom, devo dizer que eu sou um pouco suspeita para falar do Elliott Smith. Conheci suas músicas ano passado e, acreditem, até hoje não passo um dia sem ouvi-lo. Para os que se chegam mais aos sad songs é uma ótima pedida. Mas vamos lá.

O Elliott é um artista completo: Sua voz é boa e seus arranjos são bons, mas o que me tocou de verdade foram as letras de suas músicas. É impossível deixar de fora a vida do rapaz quando se fala nesse aspecto das suas composições, pois, só para vocês saberem, ele se suicidou em 2003 com duas facadas no peito (isso mesmo, duas!). O seu abuso de álcool, drogas e sua mente claramente confusa e perturbada explicam tal ato. E claro, de mentes como a dele, nós sabemos, é suposto que saiam as maravilhas que tanto apreciamos.

Quanto á como soa: A maioria de suas músicas soa como folk, com uma voz melódica e um violão suave ao fundo. Exemplos disso são seu primeiro e terceiro CD, Roman Candle e Either/or, meus preferidos, por sinal. Do primeiro, dêem prioridade para Last Call e Kiwi Maddog 20/20 (essa última é instrumental. Fechem os olhos e viagem). Do terceiro, Either/or, ouçam Between the Bars, Alameda e Angeles.

E como não poderia deixar de ser, existem CDs que fogem um pouco do “voz e violão” como o XO. Experimental, mas ainda com aquela pitada melancólica que circunda todas as músicas do Elliott.

E só á caráter informativo, ele ficou relativamente conhecido quando fez a trilha sonora do filme O Gênio Indomável de Gus Van Sant, com a música Miss Misery, que concorreu ao oscar como melhor canção de 1997.

Por fim, infelizmente, não tenho propriedade para falar sobre técnica musical, visto que a única coisa que sei tocar no violão é a intro de Come As You Are. Mesmo que, pelo que se sabe, ele fosse competente além de no violão, também no piano, clarinete, baixo, gaita e bateria, acredito que ouvir Elliott Smith seja uma experiência muito mais sensorial, que transcende essa história toda de análise técnica. Existem muitos artistas por aí fazendo ou que fizeram um som como o dele, mas há algo em suas músicas que o diferencia dos demais. Ouçam, vocês não vão se arrepender.

Abaixo os links. Se divirtam, crianças.

Roman Candle
Either/or
XO

quinta-feira, 24 de março de 2011

Pink Floyd "Dark Side Of The Moon"

Um grito desesperado, pronto para sair, diz Waters sobre a obra-prima do Pink Floyd, "Dark Side Of The Moon". De fato, é um grito e tanto. Dentre diversos outros gritos que foram lançados ao ar na época, por que, esse, em específico, se tornou objeto de obsessão por milhões de pessoas mundo afora? Talvez por ter um single de sucesso jogado no meio do álbum, que ecoa até hoje nas rádios? Uma capa misteriosa e instigante? Um solo vocal feminino extasiante? Tudo isso e um pouco mais.

Não vou tentar resenhá-lo, não. Dark Side está um patamar acima de qualquer crítica. Está no hall da eternidade, o tipo de coisa que a humanidade guardará para sempre, como alguma obra do Shakeaspare, Kafka, Orwell, ou algo que o valha. É de uma sincronia assustadora com a vida moderna, com você. Impossível não ouvir os versos escritos pelo baixista Roger Waters e não se identificar. Confesso que sem esse álbum não me interessaria por metade do que me interesso hoje, como socialismo, filosofia e tudo mais. Dark Side é um impulso, só precisa ser levado a sério e assimilado com bons ouvidos.

Liricismo simples, de significado absurdo, combinado a música popular, levada ao extremo da sofisticação. Elementos de jazz, erudito, rock'n'roll, blues, está tudo lá. Não é sobre preencher, é sobre deixar o vazio. O som tem pausas, te deixa respirar, volta, te esmaga, põe um saxofone ali, backing vocals femininos aqui. Eu poderia ficar linhas, parágrafos, posts e posts falando sobre como a guitarra do Gilmour é simples, entra e sai suavemente, sobre a progressão de acordes de Great Gig in The Sky, do solo de saxofone de Us And Them.

Mas vamos fazer assim, ouça. Se você já conhece, ouça de novo, se não: ouça, e o quanto antes. Mas com fones de ouvido, no mínimo. Não preciso falar mais nada por aqui, apenas leia esse blog: ele respira e transpira Dark Side Of The Moon. Se querem saber mesmo, e eu posso parecer um louco ou algo do tipo, mas minha vida é regada a Dark Side of the Moon. O que penso, o que sinto, nasceu ali, naquele "CD do prisma". O resto, veio com o tempo, e ainda vem mais, com certeza. Passaram-se trinta e oito anos, mas eu até podia te jurar que foi ontem.