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segunda-feira, 4 de abril de 2011

Iron Maiden em Belém

Finalmente chegou o dia em que os desgracentos de Belém puderam ver o Maiden de perto na sua terra natal, e só isso já bastava pra deixar todo mundo alegre, nem que subissem seis múmias no palco e tocassem só músicas novas. Mas ainda bem que esses metaleiros britânicos foram lá e fizeram alguma mágica satânica que satisfez nossa alma sedenta de rock pesado (rock do futuro, rock da geração jovem). Só de ver o Bruce Dickinson, Steve Harris e cia. no palco pulando de um lado pro outro, tocando sem erros e muito (profissionalmente) empolgados, uma lágrima escorria no canto do olho. Era o Iron Maiden, bem ali!

"Palco em formato de nave" hehe
 Antes de falar sobre a performance da banda, vale a pena mencionar que a organização do evento estava ótima (um agradecimento especial ao DATA), com salgadinhos de graça na área VIP e claro, figuras ilustres como meu prof. de filosofia Rafael Pitt, headbanger mineiro de raíz muito gente boa. Embora as más línguas digam que esse pessoal "envolvido com banda", que "se veste de preto" e "mata os pais por causa de RPG", é tudo mentira, as coisas correram muito bem, todo mundo de boa, não vi uma confusão sequer. Claro que estávamos protegidos e abençoados pelo demônio, nosso pai, entidade esta que foi reverenciada a noite inteira com o indicador e mindinho levantados em direção à Lua.

No palco, Janick comanda

Sobre o repertório, podemos dizer que foi equilibrado, apesar de um ou outro desgracento reclamando de não ter tocado "Aces High" ou "Run To The Hills". Sim, meus queridos! O Iron tem uma discografia a explorar, né...  Começou ótimo com as duas primeiras faixas do novo álbum Final Frontier, depois foi equilibrando com alguns (poucos) hits clássicos dos anos oitenta, canções dos últimos dez anos, as óbvias do disco atual ("When The Wild Wind Blows" é ótima) e claro, a esperada (pelo Matchuka principalmente) "Fear Of The Dark", com todo mundo cantando o "oooooo". No bis mandaram logo uma trinca de clássicos, sendo "Number Of The Beast" o ápice da adoração satânica em que o coisa-ruim foi invocado no palco e dentro de nossos corações também.



Resumindo: Janick Gers é um mago albino da guitarra e eu não consegui pegar nada que o Iron jogou, mas tudo bem, eles continuam sendo a realeza quando se trata de heavy metal (que gosto mais a cada dia que passa, me desculpem fãs de prog). Quem foi, foi. Quem não foi... vai pro Deep Purple hehe

1. Satellite 15... The Final Frontier
2. El Dorado
3. 2 Minutes to Midnight
4. The Talisman
5. Coming Home
6. Dance of Death
7. The Trooper
8. The Wicker Man
9. Blood Brothers
10. When the Wild Wind Blows
11. The Evil That Men Do
12. Fear of the Dark
13. Iron Maiden

Encore:

14. The Number of the Beast
15. Hallowed By The Name
16. Running Free

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Alguns discos indispensáveis do rock pesado

Para complementar o post anterior, venho com essa lista de discos must-have do rock pauleira e seus links para download. É! Isso mesmo! Links para download! Falou em Veliko Valovi, falou em qualidade jornalística!

Iniciando nossa ode ao Satã (é sacanagem, amigos), vamos buscar no fundo da história do rock pesado, passando pelo blues dos negões americanos e tudo mais: Led Zeppelin IV, um álbum que rompeu paradigmas na época e contém uma das músicas mais lindas da história, Stairway to Heaven. Leve, depois pesada, depois leve, como um zepelim de chumbo.
Mas se você é daqueles que gosta de guitarras distorcidas, riffs pesados e um vocalista que come morcegos, Paranoid é a pedida certa. Nesse disco o Black Sabbath emplacou diversos riffs famosíssimos como Iron Man, Paranoid e War Pigs. Os primórdios do heavy metal estão aqui!
Falando de riffs famosos, acho que só existe uma banda que bate Ozzy e seus amigos. De quem eu posso estar falando, senão AC/DC? Let There Be Rock é um dos seus discos mais sujos, com um Bon Scott inspiradíssimo e claro, Angus Young fazendo o que sabe fazer (a mesma coisa toda hora hahaha). Além da música homônima, preste atenção em Whole Lotta Rosie, um hit do rock pauleira.
Pra mostrar que o rock pesado pode ter pitadas do rock progressivo, nada melhor do que ouvir Machine Head (Deep Purple) e Moving Pictures (Rush)! Misturando elementos de sintetizadores e música erudita (o solo de Highway Star), são dois discos indispensáveis para os fãs de prog. Quem nunca ouviu a introdução de Tom Sawyer? Ou Smoke On The Water? O tipo de música que se torna um hino em estádios cheios de metaleiros pelo mundo.
Saindo dos anos setenta, para um rock mais farofa dos anos oitenta, o Van Halen mostra como se faz, criando um álbum com um hit digno de Duran Duran (Jump) e um rock tão pesado que vai fazer você expurgar (Hot For Teacher). Falo de 1984, claro.
Ei, peraí, tem uma banda que entrou nos anos oitenta com o pé direito! Ah, é aquela da língua de fora? Hum, deve ser! Em 81 os Rolling Stones lançaram um dos seus maiores clássicos, Tatoo You, com um som digno dos anos sessenta, porém novo e repaginado, mas sem ceder àquela roupagem cafona da época.
Chegando aos anos oitenta, mesmo antes, as bandas mais conceituadas de hard rock começaram a lotar estádios com seus hits inconfundíveis, palcos mirabolantes e presença de palco de outro mundo. Duas bandas passam muito bem isso: Queen e KISS. Aliás, o disco A Night At The Opera d'a Rainha é um verdadeiro clássico, e digo isso porque considero um álbum de música clássica, só que uma roupagem moderna. Bohemian Rhapsody, ilustra bem minha ideia. Do KISS, pode ouvir sem medo o Alive!. Todas as loucuras que você pode esperar de Gene Simmons e sua trupe (haha) estão lá, no auge dessa que é uma das bandas mais pioneiras de sua época.
Pra fechar... bom, essa vai ser um pouco polêmica, afinal, junto com Nirvana essa é uma das bandas mais amadas/odiadas de todos os tempos. Senhoras e senhores, Axl, Slash, Duff e mais essa galerinha que eu nem sei o nome: Guns'n'Roses! "Ai credo!", você diz (de novo, se você leu o post do Exterminador do Futuro). Ok, faça o seguinte: ponha o Appetite for Destruction bem alto, feche os olhos e deixe aqueles tempos de moleque fedido jogando PS2 voltarem a tona. Depois você deixa nos comentários sua impressão! Hahaha

Ok, esses foram os dez discos que consegui reunir no mesmo post. Foi um pouco difícil de me decidir, e devem ter faltado alguns, mas acredito que com esses discos você estará bem acompanhado (por Lúcifer, claro).
Clique aqui para baixar os discos

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Rock pesado, o rock do futuro, o rock da geração jovem!

Esse post é para aqueles que antipatizam com o rock do futuro, nos quais se encaixam o rock pesado, o heavy pesado, rock pauleira, entre outros. Escrevo isso porque tenho muitos amigos que ainda não assimilaram a ideia dos riffs pesados e sujos que são tocados em ode ao Satã. Tento, desde então, a entender a mente desse tipo de pessoa para então, reverter o processo. Vou confessar que já fui assim. Há um ano eu nem ouvia Led Zeppelin direito! Só curtia o tal do rock progressivo.
Galera (podre), abram seus olhos (e seus corações, também). Quando você está ouvindo AC/DC, por exemplo, quando aqueles riffs poderosos tomam conta da sua alma e você resiste em aceitar, que apesar daquilo ser simples, é cheio de energia, tem algo errado nisso! Afinal, o rock não foi feito pra se divertir? Tudo bem que muitas bandas (inclusive a minha preferida, Pink Floyd) resolveram tornar essa diversão em engajamento e deu muito certo, parabéns. Mas não vamos enganar-nos e se alienar para o que é óbvio. Deixe-me explicar: o Pink Floyd por exemplo, faz letras de protesto e tudo mais. O AC/DC, para usar o mesmo exemplo, também faz. Só que é um protesto jovem. Um protesto juvenil, enérgico, sem muitas preocupações com o meio-ambiente ou nada do tipo.  O rock pesado é um hino a liberdade de expressão, a liberdade do jovem de sair na rua gritando a todos e a todas o que pensa de forma rápida, intensa e mortal (ê). E aí que entram as guitarras com seus power chords, uma bateria pauleira e um baixo qualquer (êêê).
É disso que se trata o rock do futuro, o rock da geração jovem. Não é nada mais, nada menos do que saudação ao demônio, nosso pai. E se você ainda não está convencido, veja o vídeo abaixo:


E se você quer mais:



Se você não se convenceu, deixe sua impressão nos comentários.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Iron Maiden "The Final Frontier"

Resenhar um álbum de heavy metal, quando não se é adepto do estilo musical me parece uma porta para reclamações aqui no Veliko Valovi. Mesmo assim, vou me arriscar e abordar dessa vez o novíssimo álbum do Iron Maiden, banda que virá tocar em Belém (?!) ano que vem. 
Nunca ouvi muita coisa de heavy metal, quem dirá de Iron Maiden, mas esse trabalho deles me parece bem enérgico. Talvez não tanto como em álbuns clássicos ("Number of the Beast", por exemplo), mas ainda tem aquela certa jovialidade do metal. Acho que essa jovialidade é que atrapalha o álbum: não para aquele ouvinte casual, mas sim para quem quer algo mais maduro. É só comparar as faixas "responsáveis" com as faixas "irresponsáveis": faixas com requintes dignos de rock progressivo e faixas com refrões dramáticos e grudentos. Não quero dizer que o álbum peca em qualidade em algum momento, pelo contrário, o que dá pra perceber é um Iron Maiden descendo a porrada do jeito que eles sabem fazer, com a melhor técnica que eles podem tirar (ou perto disso). O ponto é que, esse álbum meio que se divide em duas vertentes (uma divisão leve e esparsa, diga-se de passagem), o que pode agradar diferentes tipos de ouvintes. Nisso, admito que o Iron soube pontuar bem seu álbum e deixar ele bem tranquilo de ouvir, até mesmo contra o detalhe de as músicas variarem de 4 a 11 minutos.
As letras, como a capa já desponta, falam sobre ficção científica, história e outros assuntos nerds, como é característica da banda há tempos. Melhor do que sexo, drogas e rock'n'roll que o hard rock costuma abordar.
Pra galera que curte algo mais elaborado, destaco a primeira música "Satellite 15... The Final Frontier", que é pesada no ponto. As seguintes, "El Dorado", "Mother of Mercy" e "Coming Home" caem no clichê heavy metal, mas são bem divertidas, assim como "The Alchemist", apesar de eu ter achado essa bem mais legal. "Isle of Avalon" retorna com uma instrumentação intrincada e uma linha de vocal bem épica. "Starblind", "The Talisman" e "The Man Who Would Be King" parecem repetir a mesma fórmula: começa de leve, mete a porrada e o Bruce Dickinson gritando pra valer. A última desse trio, é bem interessante por mudar o ritmo algumas vezes, dando um toque progressivo no metal. Finalmente, temos mais onze minutos de "porrada responsável" com "When the Wild Wind Blows", com uma melodia grudenta, mas que vai te deixar viciado nesse tal de heavy metal.
No fim das contas, "The Final Frontier" é um ótimo álbum, não é nada forçado e o Iron Maiden faz um som digno de sua carreira. Talvez o que esteja um pouco desgastado seja o vocalista, Bruce Dickinson, mas nada que atrapalhe essa banda que é a dama de honra do metal pesado, o rock da geração jovem (hahahaha)! Longa vida ao rock'n'roll de qualidade, e que sirva de exemplo pra essas bandas antigas continuarem fazendo discos de qualidade e essas bandas novas tomem vergonha e façam um trabalho condizente. Viva o rock pesado! Viva ao demônio, nosso pai!