Saudações fink ploydianas. Resolvi aproveitar o gancho deixado pelo Velikeiro Pai e o ex-veliko Ramiro para fazer esse post. Se você não sabe do que falo, leia os comentários do sincero Uma Conversa No Msn. Já leu? Ah, tanto faz, comecemos com o post em si.
Se engana quem acha que a minha proposta é mostrar algum lado negativo do sistema abordado. O que pretendo fazer é apenas envolvê-los em uma breve reflexão de intervalo entre as aulas que tive. E esse pensamento está mais voltado ao lado artístico, e, claro, é completamente especulativo e subjetivo.

Karl Marx, o barbudo da capa do Sgt. Peppers, nos mostrou um sistema sócio-econômico chamado comunismo que, pelo menos na teoria, é o ideal para a convivência terrestre. Nele todos somos comuns, temos igual acesso aos bens de consumo, plena liberdade de expressão e tudo o que teoricamente nos proporcionaria uma condição de viver felizes. Essa aula muitos de nós já tivemos, e, muito provavelmente, a você foi mostrado o comunismo em sua forma mais gente boa, ou, como eu disse anteriormente, como o sistema ideal para o ser humano. Partindo disso, alguns pensamentos começaram a se misturar em minha cabeça.
A ideia inicial que tive é a seguinte: o capitalismo, desde a sua forma mais primitiva, é impulsionado por inovações tecnológicas, e disso não temos maior exemplo do que os tempos que eu e vocês, meus queridos, vivemos. E justamente por causa dessa guerra tecnológica praticada pelos neoliberais pra que esses consigam cada vez mais competitividade no mercado, várias empresas - em especial a transnacionais e de grande porte - investem massivamente em pesquisas. E por último, essas pesquisas são o que geram as inovações que chegam ao mercado e em nossas casas todos os dias. Em uma sociedade comunista, onde a competitividade não mais seria importante, o mundo ficaria estagnado tecnologicamente?
Bom, a resposta que obtive, que aceitei e que vos mostro partiu da pessoa que deveria administrar o Lasanha Com Farinha, ou Guilherme Carvalho, ou meu pai (só pra dar uma alfinetada no Alexandre). Num mundo comunista, a produção em larga escala seria desnecessária, e, com o controle da mercadoria e dos meios de produção, o trabalhador não seria forçado a trabalhar diariamente por muitas horas. E provavelmente as coisas funcionariam como funcionava com os gregos. Com o tempo "ocioso", o cidadão teria muito mais liberdade para filosofar, produzir conhecimento e arte.
E então, meus caros, a última palavra do parágrafo acima se tornou a motivadora desse humilde post. Na verdade, o real motivo foi somente a ideia de pensar que se o mundo fosse comunista, eu nunca teria conhecido as obras do Pink Floyd, mas ignore isso.
Nessa mesma sociedade comunista, onde todos teríamos plena liberdade de nos expressar, inclusive astisticamente, esse mesmo meio artístico cresceria muito, exatamente como o que aconteceu na Grécia. Técnicas novas para todos os meios de arte manual, novos estilos musicais etecétera etecétera. Mas e quanto aos temas abordados?
A arte é reflexo da compreensão, "filosofia de vida", costumes e cultura de um povo. E agora me arrisco dizer: se a razão e igualdade social forem as bases que sustentam tal sociedade - como viria a ser num regime comunista -, ela teria diversas perdas no meio artístico, pois muitos temas perderiam a importância, validade ou mesmo não existiriam. Por exemplo, obras - que ao menos eu considero sensacionais - como Animals, The Wall e Dark Side Of The Moon do Pink Floyd, Taxi Driver, Fight Club e muitas outras perderiam a validade, afinal, pelo menos em parte, elas almejam uma sociedade que já teria sido alcançada. Tudo bem, essas já foram feitas, mas e as próximas gerações de uma sociedade comunista? Fariam arte sobre o quê sem ter o que almejar?
Está aí a problemática em que nos coloco. Claro, ainda existem inúmeros assuntos a serem expressados, entretanto, outros muitos não seriam. Por exemplo, alguns filósofos e pesquisadores defendem que se o homem se governasse cada vez mais usando a razão, coisas como a religião perderiam força por desafiarem o intelecto por afirmar verdades vindas da fé, sem validade científica (por favor, atentem-se à expressão "sem validade científica", isso não significa que as ignoro ou condeno). E colocando isso na questão da arte em uma suposta sociedade comunista, como ficariam os temas religiosos extremamente explorados desde os primórdios do homem?
Pois é, eu acredito que esses temas seriam quase perdidos e outros deixariam de poder existir. "Ha, então tu estás dizendo que o comunismo seria prejudicial pra sociedade?". Mas nem pensar. Independente dessa confabulação que tive e da extrema importância que dou à arte, ainda - até hoje, pelo menos - vejo (não em sua totalidade, que fique claro) que esse é o sistema mais gente boa que poderia vir a habitar a Terra. Talvez não... quem sabe?